Lataria danificada

Lataria danificada reduz valor do veículo em até 25%


Lataria amassada, riscada, trincada ou batida desvalorizam um veículo em até 25% de seu valor real de mercado. É por isso que ao comprar um carro é recomendado levá-lo a um funileiro. O serviço de funilaria é todo aquele relacionado ao processo de preparação e acabamento da carroceria do automóvel antes da pintura. Ao procurar por um serviço de funilaria e pintura é preciso estar atento. Às vezes, é melhor pagar um valor mais alto por um trabalho bem feito e de qualidade a ter de arriscar o carro em um local qualquer, em que o resultado final pode ser pior ao inicial. De acordo com o empresário e proprietário de uma funilaria, Tarcísio Rabachini, funilaria é a arte de reparar e/ou restaurar a lataria de um veículo. Ele diz que um bom funileiro modela e dá forma a peça danificada. “Infelizmente é cada vez mais raro encontrar bons profissionais nesta área”, diz.

O serviço de funilaria deve ser escolhido da mesma forma que se procura um médico:

 

Por indicação. Um dos requisitos básicos para deixar o carro em uma oficina é confiança. “A pessoa tem de confiar no profissional que irá atendê-la, uma funilaria mal feita desvaloriza muito o carro”, afirma. Rabachini também tem uma revendedora de veículos e ressalta que em alguns casos é melhor não fazer a funilaria e/ou pintura. “Quando o risco é ínfimo não compensa, mesmo que seja a micro pintura. No entanto, tem gente que não suporta nem um risquinho na lataria e insiste para fazer o serviço.” Em locais onde há apenas pequenos riscos, que não interferem de fato no visual do carro, o mais recomendado é não mexer. Para consertar um risco médio no capô, por exemplo, é preciso pintá-lo inteiro. Já quando se trata de pequenos amassados é recomendada a funilaria artesanal, mais conhecida como martelinho de ouro.

O mercado no ramo de funilaria evoluiu tanto que os antigos materiais usados para desamassar a lataria são pouco usados. Atualmente, o método mais indicado é um que “suga” o amassado da lataria (chapa, na linguagem dos funileiros). Em certos casos, como em portas amassadas, não é nem preciso desmontá-la. O responsável pelo serviço de funilaria da Rio Preto Motor, Carlos Miguel Juliane Capuci, afirma que além do bom profissional é preciso ter certos equipamentos na oficina, como bancada de estiramento, sistema de medição, expansores, ferramentas, máquinas e macacos hidráulicos. O funileiro Márcio André de Lima, 25, atua no ramo há 8 anos e afirma que para chegar ao alinhamento perfeito da medidas originais da chapa é difícil. Para isso é necessário empenho, dedicação e experiência. Ainda que o funileiro preencha os pré-requisitos, Rabachini é honesto ao ressaltar que por mais parecida que a chapa fique da original, nunca mais a peça será como a que saiu da fábrica. O desafio ao trabalhar com funilaria é deixar a lataria o mais próxima da original possível.

O mesmo ocorre com a pintura. O pintor automotivo Gerson de Souza esclarece ainda que se a funilaria não for bem feita o trabalho do pintor fica prejudicado. “Temos de trabalhar em equipe, porque o resultado final depende de todas as etapas.” O ajuste das cores deve ser milimétricamente cuidadosa para ficar como a que saiu da fábrica. As mais difíceis de alcançar o tom são as claras perolizadas. Já acertar a tonalidade exata das cores escuras é mais fácil. No geral, segundo Capuci, para um bom pintor automotivo todas as cores são iguais e não existe aquela que é melhor ou pior para pintar. “O que acontece é que às vezes a camada de tinta no veículo está um pouco mais desgastada, por ação do tempo ou por falta de tinta em determinada parte, e isso dificulta um pouco mais chegar ao tom original.”

Os profissionais recomendam sempre, em casos de acidentes ou restaurações de veículos, procurar uma empresa idônea, com profissionais treinados que sigam as normas do fabricante e forneçam garantia do serviço. Um reparo mal feito implica na depreciação do automóvel na hora de uma possível troca ou venda e refazer o serviço exige mais tempo, dinheiro e repintura. Os preços dos reparos variam de acordo com o estrago. Um pequeno retoque de um pára-lama, por exemplo, pode custar R$ 100, já o serviço de repintura geral de um carro de porte médio custa em média R$ 2,2 mil. O cliente deve fazer o orçamento, pois os casos são únicos e específicos. Além disso, antes de fechar o serviço, observe o visual, ambiente e nível dos carros da oficina.

Para preservar a pintura e evitar danos na lataria do veículo:
Evite deixá-lo muito tempo exposto ao sol, sereno e debaixo de arvores frutíferas.
Prefira ceras de brilho a base de água - elas não impregnam na película da pintura e facilitam a limpeza, pois é removida mais facilmente e não precisa de produtos mais fortes para tirá-la.
Lave o carro com água, sabão ou xampu neutro, sem derivados de petróleo.
Ao estacionar, principalmente em garagens de edifícios, evite deixar o carro muito próximo de outros.

Funilaria e pintura na compra de um veículo:


Verifique a pintura durante o dia.
Observe se não existem diferenças de tonalidade, pontos de ferrugem e respingos de tinta na carroceria.
Passe um imã pela lataria para se certificar de que não existem massas plásticas ou ferrugem no carro.
Compare os dois lados do carro e certifique-se de que não há espaço entre as portas e as colunas.
Verifique a distância entre as quatro rodas e os pára-lamas. Elas devem ser iguais, caso contrário, a suspensão pode estar danificada.
Abra o capô e procure emendas de pintura nos pára-lamas.
Compare também a tonalidade dos faróis. Se um tiver um tom mais escuro do que o outro, pode significar troca de peça e uma eventual batida.
Feche o capô, porta-malas e as portas e veja se fecham adequadamente, encaixando totalmente na carroceria.
Certifique-se de que os eixos estão perpendiculares à carroceria. Batidas fortes costumam desalinhar os eixos.



Fonte: Renata Fernandes - http://www.mecanicaonline.com.br